quarta-feira, 30 de abril de 2008

Continho #6

E enfim ela achou o livro que trazia uma dedicatória curta e muito direta:
"À moça dona do mundo".
Só podia ser dela. Estava no lugar que era seu e o título tocava-lhe tão profundamente que ela resolveu que seria secreto. Não podia correr o risco de revelar o mundo aos outros, e perder o que estava aprendendo a conquistar.
Cada palavra ali lhe remetia a alguma lembrança ou idéia de situação, e lhe fazia refletir sob diversos ângulos, pensar teores que jamais havia imaginado. Quanto mais lia, mais sentia-se capaz de entender e desentender, conforme fosse necessário. E embora não tenham sido tão rápidas assim as mudanças, suas convicções foram ganhando mais elasticidade, seus conceitos tornaram-se flexíveis, e isso a fez ser mais ampla, mais rica, maior. Exatamente como ele achou que aconteceria. Como ele a imaginou e desejou.
Todo esse processo de uma quase 'libertação' foi composto por confusões e sentimentos dolorosos, antes do prazer da conquista. E sempre que ela passava por isso pensava em quem a havia levado a pensar assim. Ficava imaginando-o em toda a sua pretensão e superioridade, amaldiçoando-o, perdoando-o, agradecendo-o. Apaixonando-se.










Fim.

(ou não)

1 Sementes:

Ninha Costa disse...

Poxaa Priii
Continue o conto eu gosteii...Principalmente da parte 3 e da parte 4 e 6 ...Eu adorei ler....


Muito bom mesmo....


Daki a ouco vc fica do lado da minha scritora favorita...


Lindo *_*

Beijo