quarta-feira, 21 de maio de 2008

E o que posso ser?

Definir nossa identidade não é um processo rápido e nem óbvio. Envolve tudo o que se entende por reconhecimento social, aceitação, aprovação, satisfação. Está relacionado com a maturidade, trazendo uma nova fase de decisões e atitudes mais preocupadas com suas consequências.
Talvez construir esta identidade, especialmente a profissional, seja achar-se em meio à sociedade como um ser crescente e capacitado, que busca realizar seus anseios de auto e alter-reconhecimento fazendo algo com o que se identifica ou no qual vê um objeto de desejo, como uma determinada característica de uma profissão.
Apesar de parecer fácil compreender qual é este objeto que simboliza o que se deseja ser, limitar-se a um conjunto pequeno de características comuns, uma escolha profissional, só é possível depois de se "sobreviver" aos conflitos de auto-percepção, aos conceitos que são aos poucos formados, sempre pondo em dúvida o que se é e o que se quer ser.
O desafio sofrido e cheio de pelejas é percorrer este caminho do amadurecimento, em que se deixa de ser o que a sociedade impõe ou deseja e se passa a ver-se como membro dela, com desejos e cognições próprias, percebendo-se individualmente, porém sem deixar de sentir-se um ser social.


E como se faz para perceber-se? Como reconhecer meu lugar no espaço social? Quando poderei me limitar a uma profissão? Quando poderei escolhê-la?








Tempo. Essa é a parte difícil.

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