I
Não sei o que acontece que me faz flutuar como se eu não tivesse mais corpo e mesmo minha alma não pesasse sequer um pensamento.
Algo que perdura por toda a eternidade, embora demore o mesmo que uma gota de chuva que cai do céu e molha delicada e docemente os lábios de quem a espera.
Não sei aonde vai o mundo quando encontro essa brisa que me envolve e me guia, que me mostra o infinito ainda que eu esteja com os pés no chão.
É um pefume como o de um campo florido, daqueles que te fazem esquecer-se de qualquer dor e sentir a plenitude.
Não sei como posso estar longe do sol e continuar sentindo o seu calor na minha pele, que alimenta os meus sonhos e me dá mais força, mais vida.
Um beijo.
Inté.
sábado, 17 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Selo de Qualidade ‘6 regras, 6 links e 6 coisas’
Entãooo...
Nem sei direito como foi isso, mas uma amigONA veio me avisar que tinha um prêmio pra mim no blog dela e... tchan-tchan-tchan-tchan (que não é aquela batida de axé, é apenas o suspense ¬¬)... Fui indicada para ganhar este Selo de Qualidade pelo blog Asas às Divagações!!!
xD
http://pensoporqueexisto.blogspot.com/
Obrigada, viu, Thaly (autora e dona do blog)
***
6 regras
Linkar a pessoa que te indicou.
Escrever as regras do meme em seu blog.
Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.
And the Oscar goes to: os 6 blogs
"Verso do Vice"
"Caatingueiros"
"Paranoidscore"
"Esporte N'Área"
"Doce Clareza"
"Bobagens e Blá"
E as 6 coisas só minhas:
1 - Uso todos os músculos do rosto para falar um Bom dia
2 - Meu abraço mais parece um atropelo
3 - Adoro aprender palavras novas e difíceis (e usá-las)
4 - Nunca falei um palavrão
5 - Já escrevi crônicas para um jornal quando tinha 14 anos
6 - Não passo um dia sequer sem estar apaixonada por algo xD
***
Inté.
P.S.: VISITEM OS BLOGS MENCIONADOS, Por favor xD
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Baú
(in)Finito
.
.
.
Além de tudo o que pode existir
Apesar de qualquer obstáculo que se ouse transpor
Há sempre algo que acaba
Existe um tudo que termina, e deixa de ser tudo
o que há
é tudo o que um dia foi
é, então, um tudo, que já se foi
Quando se percebe respirando mais lentamente
já é difícil manter-se vivo
manter a vida de qualquer coisa
quem dirá do que se é
e sente
Dói como se cada vínculo fosse quebrado forçadamente
sangrando, ruindo
O que um mero desvio de olhar faz sem sentir dó
dor
A indiferença que fala por si só o que já não pode mentir
a mudança?
sempre é a culpada, mesmo que não exista
pode nascer pela imposição
incompreensão
Mas o tudo, ele é mesmo tudo
e nem tudo acaba
não acaba
.
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.
Inté.
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Além de tudo o que pode existir
Apesar de qualquer obstáculo que se ouse transpor
Há sempre algo que acaba
Existe um tudo que termina, e deixa de ser tudo
o que há
é tudo o que um dia foi
é, então, um tudo, que já se foi
Quando se percebe respirando mais lentamente
já é difícil manter-se vivo
manter a vida de qualquer coisa
quem dirá do que se é
e sente
Dói como se cada vínculo fosse quebrado forçadamente
sangrando, ruindo
O que um mero desvio de olhar faz sem sentir dó
dor
A indiferença que fala por si só o que já não pode mentir
a mudança?
sempre é a culpada, mesmo que não exista
pode nascer pela imposição
incompreensão
Mas o tudo, ele é mesmo tudo
e nem tudo acaba
não acaba
.
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Inté.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
O Ultraje que é ser Humano
Já pensaram que a pior ferramenta que poderiam ter invetado para nós foi ser racional e sensível ao mesmo tempo?
Imaginem só que a todo milésimo de segundo permanecemos numa confusão infindável entre o que nos é conveniente e o que realmente agrada, e tudo o que nos faz ser confusos é instrínseco, nasce conosco e, inacreditavelmente, ser confuso é o que nos faz inteligentes! Haja contradição...
Pior que isso é saber que não existe ser humano desprovido de sensibilidade, por mais ríspido e frio que possa parecer, de alguma forma ele já sofreu e já amou. Aliás, amar, esse sim é o ultraje maior. Amar além de ser humano, confuso, contraditório.
Nós vibramos, suspiramos, flutuamos ao ver alguém chegar todo iluminado como se fosse o sol do nosso sistema solar e segundos depois estamos repensando nossas prioridades, sabendo que aquela é a maior mas duvidando da importância de ser e sentir-se pleno e amado.
Por isso é que gosto das máquinas. O que é ser humano cheio de dúvidas e surpresas, dependente do resultado de multiplicações e somas de sentimentos alheios junto aos seus próprios, diante de um robozinho complexo com uma pré-programação simplérrima que o faz decidir binariamente pela opção mais sensata?!
Ser humano (ou ser confuso, dá no mesmo) é ser uma constante ameaça de decepção própria ou não, ou quem sabe as duas ao mesmo tempo - uma causando a outra - de forma que tudo parece ruir repentinamente, e no próximo 'de repente' o tudo volta a se erguer da forma mais encantadora possível, ainda mais que no instante anterior.
Fazer o quê, isso é que é existir.
Inté.
Imaginem só que a todo milésimo de segundo permanecemos numa confusão infindável entre o que nos é conveniente e o que realmente agrada, e tudo o que nos faz ser confusos é instrínseco, nasce conosco e, inacreditavelmente, ser confuso é o que nos faz inteligentes! Haja contradição...
Pior que isso é saber que não existe ser humano desprovido de sensibilidade, por mais ríspido e frio que possa parecer, de alguma forma ele já sofreu e já amou. Aliás, amar, esse sim é o ultraje maior. Amar além de ser humano, confuso, contraditório.
Nós vibramos, suspiramos, flutuamos ao ver alguém chegar todo iluminado como se fosse o sol do nosso sistema solar e segundos depois estamos repensando nossas prioridades, sabendo que aquela é a maior mas duvidando da importância de ser e sentir-se pleno e amado.
Por isso é que gosto das máquinas. O que é ser humano cheio de dúvidas e surpresas, dependente do resultado de multiplicações e somas de sentimentos alheios junto aos seus próprios, diante de um robozinho complexo com uma pré-programação simplérrima que o faz decidir binariamente pela opção mais sensata?!
Ser humano (ou ser confuso, dá no mesmo) é ser uma constante ameaça de decepção própria ou não, ou quem sabe as duas ao mesmo tempo - uma causando a outra - de forma que tudo parece ruir repentinamente, e no próximo 'de repente' o tudo volta a se erguer da forma mais encantadora possível, ainda mais que no instante anterior.
Fazer o quê, isso é que é existir.
Inté.
Florida
...
Não há coisa mais repetida que falar de flores.
Todo mundo sabe da beleza, delicadeza, perfume com que elas preenchem qualquer lugar onde as joguemos. Talvez até um lixeiro repleto de coisas pútridas e fedorentas fique um tanto charmoso se jogarmos flores nele.
Agora outra coisa comum é fazer metáforas com flores. Sempre associadas a mulheres ou sentimentos. Sempre.
Por que não se fala de flores e filhos? Será que ninguém compara a dor de parir um filho como um desembainhar de espinhos por um talo até que se chega às pétalas, como se parisse uma flor? Não gosto que filhos saiam de flores, como é de praxe.
Flores são sempre ligadas a presentes belos e prazerosos, a coisas surpreendentes que nos fazem sentir especiais, amados, e amar infinitamente mais, como se cada flor multiplicasse a nossa quantidade de sentimento por ele mesmo, resultando um amor (caso seja este o sentimento em questão) adimensional, maior que qualquer universo imaginado.
Mas, como não compará-las à partida de alguém?
Uma flor pode muito bem nos lembrar que algo de bom foi arrancado de sua raiz, foi separado do que o nutre, e sua beleza e tudo o que lhe é inerente acabará sem que a proximidade do indispensável possa manter tudo isso. Contudo, há sempre milagres que fazem flores durarem bastante sem perder sua magnitude, mesmo que elas fiquem ressecadas marcando páginas de livros, mesmo depois de muito tempo, elas são bonitas pela vida que tiveram. Mais que isso, são muito mais belas pela vida que representam, pela beleza da lembrança, pelo perfume de saudade que vem sempre acompanhado do tal amor ao qual um dia foram sinônimos.
Isso. Saudade.
É exatamente isso que elas, as flores, querem falar.
São, constantemente, uma saudade que existe ou que já se está certo de que existirá. Elas são presente de chegada ou de partida, pois mostram que tudo o que arrancado persiste ligado de alguma forma ao lugar de onde nasceu. Um amor, por exemplo, embora deixe de ser viçoso e vibrante, permanece belo e sempre, eternamente, preso ao coração que o pariu, como um filho. Primeiro com a dor dos espinhos, depois a emoção e a beleza, imunes ao tempo.
Enfim, tudo que é dor costuma estar ligado à partida. E se fizermos uns joguinhos de palavras, tudo que é dor, a flor que é um tudo, tudo que é flor, é também ida.
Tuda na vida, inclusive ela mesma, remete a uma flor.
Flor=Vida
Flor+Partida
Florida
Inté.
Não há coisa mais repetida que falar de flores.
Todo mundo sabe da beleza, delicadeza, perfume com que elas preenchem qualquer lugar onde as joguemos. Talvez até um lixeiro repleto de coisas pútridas e fedorentas fique um tanto charmoso se jogarmos flores nele.
Agora outra coisa comum é fazer metáforas com flores. Sempre associadas a mulheres ou sentimentos. Sempre.
Por que não se fala de flores e filhos? Será que ninguém compara a dor de parir um filho como um desembainhar de espinhos por um talo até que se chega às pétalas, como se parisse uma flor? Não gosto que filhos saiam de flores, como é de praxe.
Flores são sempre ligadas a presentes belos e prazerosos, a coisas surpreendentes que nos fazem sentir especiais, amados, e amar infinitamente mais, como se cada flor multiplicasse a nossa quantidade de sentimento por ele mesmo, resultando um amor (caso seja este o sentimento em questão) adimensional, maior que qualquer universo imaginado.
Mas, como não compará-las à partida de alguém?
Uma flor pode muito bem nos lembrar que algo de bom foi arrancado de sua raiz, foi separado do que o nutre, e sua beleza e tudo o que lhe é inerente acabará sem que a proximidade do indispensável possa manter tudo isso. Contudo, há sempre milagres que fazem flores durarem bastante sem perder sua magnitude, mesmo que elas fiquem ressecadas marcando páginas de livros, mesmo depois de muito tempo, elas são bonitas pela vida que tiveram. Mais que isso, são muito mais belas pela vida que representam, pela beleza da lembrança, pelo perfume de saudade que vem sempre acompanhado do tal amor ao qual um dia foram sinônimos.
Isso. Saudade.
É exatamente isso que elas, as flores, querem falar.
São, constantemente, uma saudade que existe ou que já se está certo de que existirá. Elas são presente de chegada ou de partida, pois mostram que tudo o que arrancado persiste ligado de alguma forma ao lugar de onde nasceu. Um amor, por exemplo, embora deixe de ser viçoso e vibrante, permanece belo e sempre, eternamente, preso ao coração que o pariu, como um filho. Primeiro com a dor dos espinhos, depois a emoção e a beleza, imunes ao tempo.
Enfim, tudo que é dor costuma estar ligado à partida. E se fizermos uns joguinhos de palavras, tudo que é dor, a flor que é um tudo, tudo que é flor, é também ida.
Tuda na vida, inclusive ela mesma, remete a uma flor.
Flor=Vida
Flor+Partida
Florida
Inté.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Dorothy #07
A vendedora de máscaras
Mais uma surpresinha: não é que aparece no meio do caminho da sonhadora uma moça com uma cesta vendendo alguma coisa?! Imagina só, a tal senhorita não tinha rosto e sim centenas de máscaras que usava conforme a necessidade de envolver e convencer alguém a comprar. A princípio isso até parece meio hostil, alguém que usa máscaras... Mas se observarmos mais sutilmente o que rodeia essa situação talvez até nos comovamos.
A menina, olhando as várias máscaras oferecidas, começou a absorver o que pôde das reações e das palavras da vendedora sem rosto. Foram conquistando-se uma à outra até que a senhorita da cesta conta algo do seu passado. Um bruxo chamado Cronus havia lhe roubado a face e enfeitiçado o seu destino para que ela perturbasse a todos que cruzassem o seu caminho e lhes vendesse máscaras, fazendo-os deixar de ser sinceros e autênticos. Ela não fazia o que lhe foi mandado, uma vez que achou muito cruel que tantas pessoas fossem destituídas de sua espontaneidade, então preferiu pagar sozinha vagando por aí com várias máscaras mas sem um rosto próprio.
Ela aprendia com cada situação a máscara que deveria usar, e assim seu rosto sem traços ia se adaptando de uma forma que até podíamos ver expressões sendo criadas. Era na verdade uma moça muito mais ingênua e frágil do que parecia, alguém que assustava com a aparência e encantava com a essência.
Em determinados momentos a buscadora até sentiu-se diante de uma mulher dissimulada e manipuladora, contudo a sensibilidade que apareceu por diversas vezes a fazia mudar completamente de opinião. A menina, então, disse à vendedora que faria o que fosse possível para ajudá-la com o feitiço, e que leu no seu manual que qualquer magia, seja do bem ou do mal, pode ser alterada com a força do sentimento, com a existência do amor. A moça disse que não sabia como poderia encontrar o amor já que ele nunca a reconheceria assim, sem rosto. A resposta foi a seguinte: "O amor não é cego, mas os olhos que usa para ver melhor do que qualquer visão afiada são os do coração. Não importa o que você é por fora, o amor pode te ver como é por dentro, e é assim que você vai ser reconhecida e se libertar".
Na hora pareceu meio clichê essa coisa de olhos do coração, mas a verdade é que nem sempre a razão define sozinha nossas reações, ela estará sempre aliada a uma intuição, a alguma emoção. A moça era apenas uma buscadora tanto quanto a personagem principal deste conto. Ela buscava descobrir quem era, descobrir o quanto deveria se emocionar ou ser incisiva, procurava aprender a direção mais sensata a seguir. Tinha algo em comum com a menina, e isso as uniu.
Mais uma surpresinha: não é que aparece no meio do caminho da sonhadora uma moça com uma cesta vendendo alguma coisa?! Imagina só, a tal senhorita não tinha rosto e sim centenas de máscaras que usava conforme a necessidade de envolver e convencer alguém a comprar. A princípio isso até parece meio hostil, alguém que usa máscaras... Mas se observarmos mais sutilmente o que rodeia essa situação talvez até nos comovamos.
A menina, olhando as várias máscaras oferecidas, começou a absorver o que pôde das reações e das palavras da vendedora sem rosto. Foram conquistando-se uma à outra até que a senhorita da cesta conta algo do seu passado. Um bruxo chamado Cronus havia lhe roubado a face e enfeitiçado o seu destino para que ela perturbasse a todos que cruzassem o seu caminho e lhes vendesse máscaras, fazendo-os deixar de ser sinceros e autênticos. Ela não fazia o que lhe foi mandado, uma vez que achou muito cruel que tantas pessoas fossem destituídas de sua espontaneidade, então preferiu pagar sozinha vagando por aí com várias máscaras mas sem um rosto próprio.
Ela aprendia com cada situação a máscara que deveria usar, e assim seu rosto sem traços ia se adaptando de uma forma que até podíamos ver expressões sendo criadas. Era na verdade uma moça muito mais ingênua e frágil do que parecia, alguém que assustava com a aparência e encantava com a essência.
Em determinados momentos a buscadora até sentiu-se diante de uma mulher dissimulada e manipuladora, contudo a sensibilidade que apareceu por diversas vezes a fazia mudar completamente de opinião. A menina, então, disse à vendedora que faria o que fosse possível para ajudá-la com o feitiço, e que leu no seu manual que qualquer magia, seja do bem ou do mal, pode ser alterada com a força do sentimento, com a existência do amor. A moça disse que não sabia como poderia encontrar o amor já que ele nunca a reconheceria assim, sem rosto. A resposta foi a seguinte: "O amor não é cego, mas os olhos que usa para ver melhor do que qualquer visão afiada são os do coração. Não importa o que você é por fora, o amor pode te ver como é por dentro, e é assim que você vai ser reconhecida e se libertar".
Na hora pareceu meio clichê essa coisa de olhos do coração, mas a verdade é que nem sempre a razão define sozinha nossas reações, ela estará sempre aliada a uma intuição, a alguma emoção. A moça era apenas uma buscadora tanto quanto a personagem principal deste conto. Ela buscava descobrir quem era, descobrir o quanto deveria se emocionar ou ser incisiva, procurava aprender a direção mais sensata a seguir. Tinha algo em comum com a menina, e isso as uniu.
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