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Além de tudo o que pode existir
Apesar de qualquer obstáculo que se ouse transpor
Há sempre algo que acaba
Existe um tudo que termina, e deixa de ser tudo
o que há
é tudo o que um dia foi
é, então, um tudo, que já se foi
Quando se percebe respirando mais lentamente
já é difícil manter-se vivo
manter a vida de qualquer coisa
quem dirá do que se é
e sente
Dói como se cada vínculo fosse quebrado forçadamente
sangrando, ruindo
O que um mero desvio de olhar faz sem sentir dó
dor
A indiferença que fala por si só o que já não pode mentir
a mudança?
sempre é a culpada, mesmo que não exista
pode nascer pela imposição
incompreensão
Mas o tudo, ele é mesmo tudo
e nem tudo acaba
não acaba
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Inté.
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