Já pensaram que a pior ferramenta que poderiam ter invetado para nós foi ser racional e sensível ao mesmo tempo?
Imaginem só que a todo milésimo de segundo permanecemos numa confusão infindável entre o que nos é conveniente e o que realmente agrada, e tudo o que nos faz ser confusos é instrínseco, nasce conosco e, inacreditavelmente, ser confuso é o que nos faz inteligentes! Haja contradição...
Pior que isso é saber que não existe ser humano desprovido de sensibilidade, por mais ríspido e frio que possa parecer, de alguma forma ele já sofreu e já amou. Aliás, amar, esse sim é o ultraje maior. Amar além de ser humano, confuso, contraditório.
Nós vibramos, suspiramos, flutuamos ao ver alguém chegar todo iluminado como se fosse o sol do nosso sistema solar e segundos depois estamos repensando nossas prioridades, sabendo que aquela é a maior mas duvidando da importância de ser e sentir-se pleno e amado.
Por isso é que gosto das máquinas. O que é ser humano cheio de dúvidas e surpresas, dependente do resultado de multiplicações e somas de sentimentos alheios junto aos seus próprios, diante de um robozinho complexo com uma pré-programação simplérrima que o faz decidir binariamente pela opção mais sensata?!
Ser humano (ou ser confuso, dá no mesmo) é ser uma constante ameaça de decepção própria ou não, ou quem sabe as duas ao mesmo tempo - uma causando a outra - de forma que tudo parece ruir repentinamente, e no próximo 'de repente' o tudo volta a se erguer da forma mais encantadora possível, ainda mais que no instante anterior.
Fazer o quê, isso é que é existir.
Inté.
2 Sementes:
Vc é sem escrúpulos mesmo, né garota!
precisava ser tão boa assim!?
Muito bom...
^^
Ou como diria o cientista Stephen Jay Gould (falando em evolucionismo):
"Não há uma vantagem absoluta no desenvolvimento da inteligência. Há indícios de que ela pode ser um atalho para a extinção da espécie humana."
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