terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Para definir o Amor - (Parte II)

Algo Hipotético

O amor é uma conjetura, e se permite ser duvidado, julgado e negado. Ele é uma opinião com fundamento incerto, uma suposição. Suposições são coisas presumidas, baseadas apenas em probabilidades ou aparências e sem provas concretas de sua existência ou veracidade. Portanto, amor, como um substantivo abstrato, encaixa-se nessa definição.
Acreditamos no Amor, em parte, por sermos condicionados a pensar de forma padrão, e pensamos que para sentir-se bem é necessário ser comum, ser normal em relação aos demais, sentir coisas parecidas e vestir-se seguindo as "tendências". As escolhas, em sua maioria, só são feitas depois de postas sobre esta base modelada, e comparadas, superficialmente. Podemos, inclusive, observar que as pessoas mais comuns são como decalques umas das outras, com as mesmas histórias e os mesmos objetivos, contudo muitas delas não se percebem como um mero instrumento de trabalho, acham que estão felizes e realizadas e podem morrer pensando isto, sem ter tido critérios ou diferenciais relevantes.
Neste caso, o Amor é representado pelas escolhas, como alguém para dividir a vida e filhos, ou um relacionamento familiar, ou até mesmo os namorados com poucos dias de convívio e que se sentem bem um com o outro. Dificilmente se pensa no que é representativo, no que faz mesmo diferença e que muda o modo como se vê as coisas e que se aceita-as, ou não.
Esta é mais uma face deste caldeirão. O Amor que é visto amplamente e em suas particularidades, ao mesmo tempo. Um sentimento que é na verdade um conceito plural que une os demais. O Amor não é uma ilusão, mas também não é um substantivo simples, que se relaciona a uma só coisa dotada de características.
Há os que sabem que o Amor é muito mais do que se diz por aí e ainda assim acreditam nele, em sua capacidade de convencer e mudar as coisas, além dos sentimentos despertos e ligados à ele que só fazem bem. Entretanto, alguns deparam-se com situações em que é difícil valorizar tudo o que acontece e, ao perceber que amar não é o que se imaginava, e sim algo tão vasto que inclui todo o bem e mal e mais condições, escolhas e consequências, prefere-se não acreditar nele.
Não crer no Amor não significa 'não Amar'. Suponho que seja apenas uma forma de fugir ao padrão, de ter suas características próprias e viver tudo o que é 'Amor' simplesmente com outros nomes.
Amar não é uma escolha. Todo ser humano, talvez até animais irracionais, estão suscetíveis a este mix de simples e complexo que é o Amor. Não importa que idioma fale ou se é apenas uma tradução sonora de algo que se sentiu, ali há Amor. Não se foge dele, ainda que seja extinto do vocabulário ou da lista de convicções. É congênito, crônico e irreversível.





Inté.

1 Sementes:

Raquel Siqueira, prazer... disse...

Amiiiiiiiiiifa
que texto liiiindo
sou sua fããã, número 1!
te amo viuu?!!! mt mt mt...!
pensei em fazer alguma coisa c vc nesse feriado.. p gente se ver sabe... conversar... sair dessa de net rsrsrsr
depois conversamos no msn!!
xerimmm