Será verdade que todos têm ao menos um amor na vida? Mas se, assumindo ou não, temos um amor, e as paixões? Uma paixão é mesmo algo com tempo certo pra durar, quimicamente falando, e, portanto, será que não vale a pena? Um amor acaba com a possibildade de se ter paixões?
Talvez um seja bem distinto do outro...
Falando dos amores ainda não consumados, os não-casados, os ainda flutuantes, podemos notar que, salvo alguns casos, dificilmente alguém deixa de gostar de outras coisas para dedicar-se extremamente ao seu objeto de pretensão e/ou desejo, e esse amor pode não preencher completamente a necessidade sentimental, e nem deve...
Paixões são saudáveis (espera-se que sejam), especialmente quando são construtivas, inspiradoras, quando nos estimulam e nos tornam criativos.
Elas não precisam ser necessariamente por uma pessoa, como costuma-se pensar, não aquelas paixões que são só atração física. As melhores paixões são por substantivos simples, coisas, hábitos, artes, leituras...
Há os mais conservadores, que se apegam a uma só paixão e a cultivam por toda a vida, realizando-a ou não, mas há também os que se apaixonam todos os dias, seja por um novo esporte, uma dança, uma pessoa, um hábito, pelo que alguém diz ou a forma como fala, por um sotaque ou outras trivialidades as quais pode-se nem notar enquanto estão sendo objeto de admiração.
Pode-se ter paixão por um amigo e pelo modo como ele vê as coisas, pela voz de alguém, pela personalidade... Essa paixão pode virar admiração e tornar-se lucrativa, somadora ao bem-estar.
Apesar de ser inimiga dos ciumentos e, prinicipalmente, dos possessivos, a paixão deve ser vista como algo positivo, que só vai contribuir com o estado de espírito e satisfação pessoal, e se bem aproveitada, pode render muitos bons momentos.
Talvez o melhor a se tentar seja fazer tudo com amor, seja uma paixão ou não, e tratar todos bem, seja um amor ou não... Quem sabe assim as pessoas se revoltem menos e sofram menos... Quem sabe isso surta algum efeito real para nossas vidas...
Inté.
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