Citarei alguns 'processos filosóficos' que andam me rondando. Não para demonstrar egocentrismo, mas para talvez achar alguém que se confunda de vez em quando com as mesmas questões... Alguém que compartilhe estes nós... (b.Lui.)
Tudo anda no devido tempo, cada coisa na sua velocidade, os amigos que vêm na hora certa, as escolhas que mesmo difíceis nos fazem crescer... E então depara-se com uma situaçãozinha frívola que te faz repensar tudo o que te é importante.
É como levantar de um sono profundo em que não se sabe ao certo onde está ou o que fazer, não se sabe a idade, nome, profissão... Tudo some e se transforma em dúvida; o que se sabia se contorce e o que se almejava se distorce. Surgem perguntas, questões, ou filosoficamente, 'processos'.
Acreditar em algo predisposto é mais fácil, mas compreendê-lo nem sempre é possível. Cresce-se achando que aquilo não é só um hábito, mas um conceito, uma atitute; toma-se-o como uma particularidade pessoal, uma característica própria e fecha-se os olhos para a trivialidade que o é.
E então vem o choque! Dar de cara com alguém que pensa distintamente e que te prova com argumentos irrefutáveis que aquilo é válido, embora haja exceções, que no fim das contas são o que o torna uma verdade. Daí começam as fases... Branco, tristeza, dúvida, certeza, revolta, dúvida...
"Eu sou porque penso".
As dúvidas não são traidoras, elas nos mostram que não estamos sempre certos e que há mais a ver do que nosso campo visual permite. São imprescindíveis para que se embase algo, já que as certezas são indeferivelmente fruto das dúvidas, e as certezas e as dúvidas juntas são as respostas, ou 'produtos'.
Um tipo específico de questões, as 'sociais', creio eu, são mais produtivas externamente, porque agem diretamente em nossa postura diante dos outros e de nós mesmos. Tomo como dúvidas sociais aquelas que dizem respeito à nossa ligação com a sociedade: comportamento, aceitação.
O maior de meus processos está relacionado com o "Valor".
Penso se o valor da minha postura, das coisas que faço e que digo, é o mesmo que imagino, pois, se obtenho o resultado esperado, será que o valor também foi o esperado? E qual o 'meu' valor diante do Mundo? O que pensam os amigos, os não-amigos, os conhecidos em geral? O meu valor é definido apenas pelos meus atos e minhas escolhas? E o que penso, tem valor? Pensar num nível não tão alto me faz ter um valor que o acompanhe? O que eu considero ser realmente o valor de algo? E as coisas às quais dou valor, serão mesmo importantes, sugestionáveis?
Entristeço-me quando percebo que não vi tudo o que podia, ou o que deveria. E então revolto-me por achar que não sou obrigada a ver o que devo, pois quem disse que é meu dever saber e entender tudo aquilo? E vêm mais dúvidas... E certezas incertas, que não duram.
Prefiro as coisas momentâneas, pensadas uma de cada vez. Se for possível pensar no valor de cada coisa individualmente, talvez a ligação entre todas seja mais nítida, e a importância delas para o "Meu Mundo", o mundo que eu faço com meus sonhos e atitudes, seja melhor definida.
Inté.
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