sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

"O que pensais, passais a ser"

Por trás de nossas vitórias e derrotas há sempre um motivo, algo que nos levou a tentar, acreditar que seria possível, mesmo que não fosse. Algumas vezes este motivo é um sonho, outras, apenas um desejo.
Ambos são comumente confundidos por se apresentarem de forma parecida: uma vontade. A diferença mais notável é o que se faz para realizá-los.
Os desejos são mais voláteis, menos duráveis. Não sobrevivem a muitas coisas. Podem ter fim tão simples e rapidamente como surgiram. São, geralmente, frutos de algum incentivo ou momentâneos, mas, mesmo que sinceros, não nos fazem ter força suficiente para superar tropeços até que eles se concretizem.
Sonhos, pelo contrário, são etéreos, elevados. Parecem conter nossa essência, e a delineiam. Nós os temos durante o sono, sempre cheios de aventura e raramente com alguma lógica de continuidade, pois são um misto de imagens gravadas em nossa mente, e nos dão idéias, nos ajudam a ter outros sonhos. Os sonhos que vêm das idéias são como um consenso interno. Nossa mente reúne as lembranças e os desejos, seleciona os de maior importância de acordo com o que foi visto e vivido, analisa como podem ser ligados e gera um outro tipo de sonho, uma aspiração. Este é o que nos impulsiona, é nosso estímulo próprio às buscas intermináveis de realização e felicidade, e é ele o grande responsável pelo que seremos durante a vida. Apesar de ser a imagem que queremos para o futuro, é o que acontece no caminho que nos desenha, e nos limita. É como lutamos pelos nossos sonhos que nos define, e só o fato de lutar já nos faz fortes e capazes de alcançá-los.
Talvez sejamos julgados pelo que sonhamos, o quanto é algo distante ou a forma que achamos para conseguí-lo. Contudo, quem se preocupa em correr atrás de seus próprios sonhos não será raso a ponto de ficar avaliando os sonhos alheios. Salvo se lhe forem um estímulo, uma idéia. Aliás, é isto que os sonhos produzem: idéias. Elas são o essencial para que se desenvolva a inteligência, pois são a materialização do que absorvemos, do que nossa sensibilidade foi capaz de consumir.
Sonhar é importante na construção do ser. Quanto mais se sonha, mais se aprende sobre si mesmo e sobre o mundo. ("O seu mundo é do tamanho dos seus sonhos") Se seus sonhos são grandes, grandes coisas você quer do mundo, e grandes coisas lhe serão possíveis.
Por isso, concordo com Gandhi: "O que pensais, passais a ser".


Inté.

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