Eis um tema pessoal e polêmico.
Antes de tudo, o que será auto-conhecimento? Sobre o que se fala quando se cita este conceito? Há um conceito? Como ele interfere na personalidade e como podemos interagir com nós mesmos? Que prejuízos pode trazer?
Gosto de começar com dúvidas porque acredito serem instigadoras, estimulantes à atividade neural, claro, desde que haja interesse sobre o tema central.
Há inúmeros conceitos sobre o que é e como se dá. Contudo, este é melhor interpretado e, digamos, visualizado, diante das oportunidades em que ele se dá. Entre elas, podemos citar os momentos de solidão e isolamento, principalmente quando há sofrimento, pois as horas de ócio geram inúmeras dúvidas e possibilidades sobre as escolhas que se tem feito, desde seus motivos até suas consequências, sendo elas concretas ou apenas hipotéticas. Algumas vezes o processo de auto-conhecimento (sim, processo, pois não é súbito ou imediato, mas de longa data) gera ainda mais angústia, especialmente quando revelam uma culpa que estava sendo negada, também quando fazem-nos deparar com escolhas, sempre difíceis, para quem quer que seja.
Embora doloroso e comumente evitado, é uma parte muito importante na construção da personalidade e na percepção da importância real das coisas, sobretudo nas escolhas, posto que uma escolha mal feita vem a ser desperdício de esforços e desgaste psicológico, já que não foi fruto de uma decisão acertada e convicta e, portanto, não merece tamanha determinação.
Algumas escolhas e lutas são unicamente como prova de capacidade para si mesmo. Isto é humano. Porém, na maioria das vezes, não representam o que se deseja verdadeiramente, desviando um empenho que pode ser de capital importância para que se consiga o que realmente se quer. Aí entra o processo de auto-conhecimento numa posição fundamental, pois a partir do momento em que se conhece os próprios anseios, se pode focar neles, e é possível salvar energias e minimizar as perdas de tempo, que podem representar um prejuízo quando se trata de decisões referentes a uma auto-construção sócio-laboral.
Portanto, apesar de parecerem algo ínfimo, os momentos de reflexão são indispensáveis à satisfação pessoal, pois agem sobre a sua base e interferem em todos os âmbitos, seja social, profissional ou emocional.
Inté.
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