
Para ter mais coisas pra viver
Já repararam que de vez em quando dá uma louca na gente e damos um pause na vida, mudamos algum detalhe e voltamos à rota? Aposto que todo mundo já passou por isso, mesmo que tenha sido durante a adolescência quando testamos todos os estereótipos possíveis pra ver o que nos deixa mais evidentes ou o que reforce mais a autoestima. Pois é... isso também acontece em outros momentos da vida, e com outro tipo de detalhes.
Mulheres mudam o tempo todo, procurando ajustar a atenção que querem ganhar. Mexem nas unhas, nas roupas, no sapato cujo salto cresce proporcionalmente à aceitação própria. Entretanto, se essas mudanças são muito frequentes isto pode não ser um bom sinal. É hora de rever o quanto o jeito de levar a vida está sendo satisfatório, o quanto está correta a quantidade de valor dada às coisas e se tudo o que faz parte do cotidiano escolhido está no lugar certo, ou pelo menos num lugar que faça tudo funcionar.
Depois das decepções sempre vem uma vontade de mudar. É justo, pois se algo deu errado é natural que se queira consertar ou trocar de caminho. Às vezes os seus amigos te surpreendem de um jeito negativo, ou suas escolhas profissionais não te satisfazem como você esperava. Sua roupa pode não estar caindo tão bem, seu estilo não é o mais elogiado. Falta alguma coisa. E como nem sempre dá para saber o que está errado ou está faltando, vai se mudando tudo o que der para mudar, implicando ganhos e perdas.
Aí entra a questão: é mesmo necessário achar o erro e consertar?
Tudo precisa estar funcionando perfeitamente, na proporção adequada, sem bugs, sem falhas?
A perfeição não torna as coisas monótonas, estáveis demais a ponto de não permitir que evoluam?
Então, mudar é bom, mas não se deve fazê-lo só pra achar o ponto de equilíbrio.
Aprendi esses dias que nem no corpo humano há equilíbrio, ao contrário, vários desequilíbrios é que dão a harmonia do seu funcionamento. E lá vamos nós com a anatomia filosófica de novo...
Prefiro aproveitar essa instabilidade e pensar nas falhas como oportunidades, de mudar e também de não mudar nada, pois deixar as coisas como estão depois da raiva ou da decepção é de certo modo um desafio.
Vamos ver então o que está por vir!
Inté.
2 Sementes:
Meu Deus!!
Por que essa menina pensa em mudanças, ou em continuidades, se a mudança é só a continuidade do óbvio.
Por que pensar em cabelos quando os cabelos continuam sendo somente um exteriótipo das idéias. Quando se percebe que o que importa não se importa com o que não te importa!!
Querida, cabelo pode determinar eras, ou pode simplesmente parecer eras. Como vc própria diz, não conserte os erros, aprenda com eles e não os cometa mais.
Sei que foi um comentário extenso, mas não dava pra ser post do meu blog!
Bjo e bom blogging!!
Sigo-te: mudar ou não mudar? Eis a questão.
Muuto bom! Adorei...
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