sábado, 19 de setembro de 2009

Paixão pelo Platônico

Porque o infinito é transitório








É de se esperar que se pare de lutar quando o objetivo é alcançado. Entretanto, essa coisa de ter um objetivo não é pra qualquer um, pois é necessária uma energia e determinação que se adequem àquela lei do "tudo se transforma". Na verdade o objetivo nunca é alcançado, pois quando se chega bem perto ele foge e muda de lugar, e essa é a graça de ser determinado.

Bom mesmo é ter algo pelo que lutar, sofrer, pensar que foi derrotado e decidir virar o jogo. Instigante é ter algo inalcansável como objetivo e ir tornando-o acessível com esforços próprios. Ahh, que sensação boa a da conquista... Pena que não dura muito!

Essa paixão pelo impossível, o platônico que seduz, faz com que ao alcançar o desejado venha em conjunto um vazio. Aí é que entra a tal lei, como se o objeto de desejo fosse uma energia que só muda de forma e lugar, nunca deixando de existir, nos dando sempre algo pelo que correr atrás, pelo que disputar e mover montanhas.

Sendo assim, claro que é melhor querer o impossível. Torná-lo possível vai tirando a graça da conquista e conseguir só traz uma fome de determinação. Então se acha outro impossível para querer.



E é assim que o mundo gira...





Inté.





P.S.: Coma criativo, perdoem-me.

3 Sementes:

Thaly disse...

Ai, Mana... Vc e sua insatisfação que não acaba nunca mais...

Sabe? Eu gosto taanto disso!

Amo.

Fábio Ronne disse...

Os objetivos que nunca chegam...

Luta constante!

Ótimo.

Josy disse...

Chegam sim, um dia eles chegam...

PS: espero.!