Das coisas que a vida ensina
Não tinha isso de ir direto ao assunto. Era cautelosa, racional, calculava todos os riscos e as consequências, via os prós e os contras e só depois atacava. Tudo bem que, quando o fazia, não errava o alvo, mas o difícil era ter o alvo até o fim desse cálculo todo.
Todo racional sabe que o medo de arriscar faz com que perca a maioria das oportunidades, mas não dá pra ir em frente sem estar seguro de alguma coisa (de si, pelo menos).
Sua discrição, seus detalhes milimetrados a fizeram perder mais uma vez, e o pior, para pessoas próximas. Isso que era mais doloroso, perder para quem está ali do lado, que é com quem a gente menos se preocupa. Talvez essa seja a falha: excesso de confiança (nos outros).
Mas sera que é fácil assim mudar e passar a ser mais atrevida, menos cautelosa?
Não, não, acho que não. Ou então já o teria feito e contado as vantagens aqui, neste lugar de desabafo.
Queria reticências, não só no texto mas na vida, o que não faz muito sentido diferenciar já que o texto pode refletir boa parte do que se sente na vida. Estou cheia de pontos, vírgulas e frases curtas, desesperançosas. Nem sei ao certo o porquê de continuar uma frase... é como um suspiro, daqueles desanimados ao fim do dia quando você vê que não fez muita coisa produtiva.
Ahh, desisto!
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